Desvalorização do dólar e eleição nos EUA

Desvalorização do dólar e eleição nos EUA

De acordo com dados de câmbio disponibilizados pela Morningstar, a moeda americana caiu 1,3% em relação ao euro desde 1º de agosto. Em ascensão, o euro se valorizou cerca de 12% desde que a turbulência trazida pelo coronavírus abalou o mercado financeiro em março, sustentado pelas medidas implementadas pela União Europeia e pela expectativa de que o Banco Central Americano (Federal Reserve) manteve os juros nas mínimas que enfraqueceu o dólar.

À medida que a incerteza em torno da eleição presidencial dos EUA em novembro reforça o interesse por ativos europeus, o dólar vai perdendo espaço.

Embora o dólar normalmente avance nos meses seguintes aos resultados eleitorais, uma vitória de Joe Biden sobre o presidente Donald Trump pode prejudicar a moeda no ano que vem, uma vez que o democrata propõe subir impostos para os mais ricos e aumentar os gastos federais para estimular a economia prejudicada pela pandemia. Biden lidera as pesquisas de intenção de voto.

Prever os movimentos do mercado após uma eleição é mais arte do que ciência. De qualquer forma, a votação é agora o principal evento no horizonte dos operadores. Nos mercados de opções, os investidores estão se preparando para turbulência na taxa de câmbio entre euro e dólar dentro de três meses e depois projetam diminuição gradual da volatilidade.


Compartilhe: